A importância do prazo no processo criativo

02/06/2015
Imagem de um relógio de pulso com o tempo correndo. Fonte: Tilen Sepic

Olá criativos(as)! Tudo certinho?

Você já viu algo que foi feito em cima da hora, correndo e de qualquer jeito realmente ficar bom?

Pra tudo na vida precisamos de prazos. Se você não souber administrar seu tempo para realizar tarefas, com certeza você vai se enrolar e certamente não vai alcançar seu objetivo.

Não existe uma fórmula mágica. O que você deve fazer é se organizar… e educar o seu cliente (essa é a tarefa mais difícil!).

Pra início de conversa, vamos a definição de prazo:

 

Espaço de tempo convencionado, dentro do qual deve ser realizada alguma coisa

Tendo isso em mente, vamos ao óbvio (ou pelo menos o que deveria ser): Você recebe uma demanda e o cliente pergunta em quanto tempo fica pronto. Você, pela sua experiência, estipula um prazo confortável para que a tarefa seja realizada. Todos entram em acordo e a demanda é entregue no prazo, sem estresse.

 

O que realmente acontece?

O cliente entra em contato, faltando 10 minutos pra você encerrar o seu expediente, e solicita a criação de uma peça e diz que quer tudo pronto em uma hora! UMA HORA!!! Se você trabalha em uma agência, provavelmente você terá que realizar a tarefa nesse prazo mais apertado do que calça de cantor sertanejo. E o que vai acontecer? não vai ficar bom, o cliente vai pedir pra alterar 80 milhões de vezes, seu chefe vai pegar no seu pé e você vai sair da agência horas depois. Ah! E se você é um freelancer, vai perder aquele chopp com a galera 😛

Agora eu pergunto: Quem está errado? o cliente, por não ter noção de quanto tempo um designer precisa para realizar a tarefa e acha que tudo é “rapidinho” ou o profissional, que não impõe limites ao cliente e acaba, na maioria das vezes, manchando a sua reputação realizando tarefas em prazos absurdamente curtos e, consequentemente, abaixo do que ele poderia render se o prazo fosse justo. Porque se você entregar um trabalho ruim, o cliente não vai ter pena de você e pensar: “Puxa, ficou ruim porque eu pedi em cima da hora!” Na verdade, o pensamento dele será: “Nossa! Cobrou caro pra fazer isso? Que designer ruim!

 

O que fazer?

Como disse anteriormente, não há uma fórmula mágica. Desde o início você deve ter em mente de que o cliente deve se ajustar a você e não você se ajustar ao seu cliente! Se você se ajustar ao horários do seu cliente, ele vai pedir tudo “pra ontem!” Por isso, seguem algumas dicas pra te ajudar a ter uma relação melhor com os prazos e seus clientes:

1. Informe desde o início do projeto quais são os seus horários de trabalho.

Logo no primeiro contato com o cliente, informe seus horários de trabalho e atendimento. Dessa forma, o cliente já estará ciente de quando pode solicitar uma tarefa. Deixe claro também que, caso precise trabalhar fora do seu horário normal de trabalho, ele será cobrado por isso.

2. Após receber o job, estipule prazos confortáveis para que você o faça tranquilamente.

Elabore um planejamento completo, deixando claras as fases do projeto e em quanto tempo você planeja terminar cada fase. Caso ocorra algum imprevisto e você precise aumentar o prazo, informe ao cliente os motivos e renegocie o prazo de entrega. Tudo isso com antecedência para não atropelar as suas demandas e para que o cliente possa se reorganizar.

3. Se mesmo assim o cliente insistir que quer o trabalho pronto em determinado dia, troque de cliente.

Se mesmo com tudo esclarecido e prazos definidos o cliente insiste para que tudo seja entregue na data que ELE quer, sugiro que nem comece o trabalho. É melhor perder agora do que ganhar dor de cabeça no futuro. Mesmo amando o que você faz, você precisa de tempo para descansar e viver a vida. Pense nisso 😉

“Não sacrifique seus valores por um bom salário” – Tim Cook – CEO da Apple

C-Ya!