Olá pessoas, tudo bem?
Em tempos de crise, o que mais queremos é trabalhar. Quanto mais clientes melhor. Alguns acham que ter dor de cabeça com o cliente “paz parte” do processo. Eu não vejo dessa forma. Cliente bom é aquele que confia no seu trabalho, dá feedbacks construtivos e paga em dia. Já escrevi alguns artigos aqui sobre clientes que devemos evitar e sobre o quanto é difícil entender a cabeça de alguns clientes. Será que realmente devemos aturar maus clientes como parte do processo?
Na minha caminhada profissional, participei de muitas reuniões. Trabalhando em agência, não temos autonomia para “barrar” clientes problemáticos. Em projetos pessoais, já pelas respostas do briefing consigo identificar se o cliente dará trabalho ou não. Às vezes, só percebo no meio do caminho e mesmo querendo trabalhar, não tenho receio em cancelar o projeto e devolver o que foi investido.
Algumas características dos maus clientes
Sabe quando você está em uma reunião e já percebe de cara que o cliente será casca grossa? Seguem alguns comportamentos que entregam o mau cliente:
Já chega com uma data de entrega do projeto e não aceita mudanças
Ok, já que a data não pode ser mudada, faça o seguinte: não abra mão de uma coisa sem ter outra em troca. Isso chama-se lei da compensação. Como a data não pode ser mudada, limite a quantidade de serviços. Se o cliente pediu quatro serviços, faça apenas dois para a data que ele sugeriu. Se ele não aceitar, brigue pelo preço. Um projeto assim custa caro.
Diz que a verba é curta
Simples: Se ele não quer investir o que vale, não está realmente preocupado com o sucesso do negócio. Faça o orçamento de acordo com os serviços pedidos e explique as estratégias e processos. Seja honesto desde o início. Diga que se não for investido o valor sugerido, o projeto não vingará. Se mesmo assim ele insistir, não feche negócio. Mesmo com o aviso, ele não vai te poupar das reclamações e colocará a culpa do fracasso do projeto em você.
Quer resultados rápidos (pagando pouco)
A explicação do item acima se aplica aqui. O cara quer pagar pouco e ainda sim quer resultados rápidos? Só pode estar vivendo em um mundo paralelo!
Não sabe realmente o que quer
Esse tipo é complicado. Você pode tentar ajudá-lo nessa tarefa, mostrando alguns cenários ou contando sobre algum case semelhante. Muitas vezes, o cliente realmente precisa de uma orientação, um norte. Se ele for compreensivo e te deixar trabalhar, tem tudo para ser um excelente cliente. Se no meio do processo, ele começa a querer mudar tudo, começa a reclamar que não está obtendo resultados e diz que não pode pagar, pule fora o quanto antes! Por experiência, ao se deparar com o tipo indeciso, dê a ele o seu cartão e diga: “Me procure quando decidir o que quer!”

Não vale a pena levar nenhum projeto adiante se o cliente não entende a sua forma de trabalhar. Se ele não quer mudar, tome você a atitude e fuja dessa cilada. Gaste a sua energia e seus conhecimentos com clientes que realmente merecem. Aqueles que sabem argumentar e questionar, sempre te respeitando como profissional. Aquele que aceita os seus argumentos e não impõe o que ele quer. Seja transparente e honesto desde a primeira reunião. Não pense que vai se arrepender ao negar determinado cliente pois vai perder dinheiro. É melhor perder esse dinheiro do que se aborrecer e ter seu trabalho queimado injustamente. Reflita sobre isso.
Até a próxima e Boas Festas!

