Os chatbots estão matando os apps?

14/10/2017
homem usando um aplicativo chatbot no supermercado

Olá pessoas. Como estão?

Imagine o cenário: você está no cinema e, como chegou em cima da hora do filme começar, não deu tempo de comprar a famosa pipoca. Eis que antes do filme começar, aparece um anúncio de um aplicativo para comprar pipoca.

Ok. Você precisa fazer o download, instalar, fazer o cadastro, escolher a pipoca e pagar. Sem contar que, na sala de cinema o sinal é péssimo e você está gastando o seu pacote de dados realizando essas tarefas. Se o seu pacote é igual ao meu, desistiria no meio do processo.

Se o cinema tivesse um chatbot, você pediria a sua pipoca diretamente do seu aplicativo de mensagens favorito (Whatsapp, Messenger, Telegram, etc), sem precisar gastar seu pacote de dados e usando uma interface que você já está acostumado.

Os aplicativos são ótimos, mas devido a vários fatores, eles não estão conseguindo mais chamar a atenção. Ocupar o espaço de armazenamento dos smartphones é um desses fatores. Cada pessoa passa 85% do tempo usando 26 ou 27 aplicativos por mês, sendo que a maior parte dessa porcentagem, usam apenas 5 e 2/3 das pessoas não fazem downloads de aplicativos.

Afinal de contas, o que é um Chatbot?

Chatbots são softwares que funcionam dentro de aplicações de mensagens

Chatbots Brasil

Chatbot Mr. Norton funcionando dentro do Messenger

Chatbot Mr. Norton funcionando dentro do Messenger

Em outras palavras, são programas criados para conversar com pessoas. Chat, significa conversar em inglês e Bot, é uma abreviação para Robot (Robô).

Os chatbots podem ser baseados em regras, que funcionam através de comandos ou palavras-chave. Isso significa que se você disser algo que o chatbot não conheça, você não obterá resposta,  ou em inteligência artificial, que entendem o que você diz tomando como base o que você digita ou questiona, ou seja, quanto mais você usar, mais inteligente o chatbot fica.

Exemplos de chatbots

Spotify

Compartilhe e descubra novas músicas diretamente pelo Messenger. O Spotify irá recomendar playlists de acordo com o humor, gênero e atividade.

Superplayer

O chatbot do Superplayer te ajuda a encontrar a trilha sonora perfeita para qualquer momento. Pode também pedir músicas e receber novas playlists.

3% (Série)

Quem não se lembra do chatbot da primeira série brasileira no Netflix chamada 3%? Mesmo quem não se ligou muito na série, quis entrar no joguinho para simular a entrevista para entrar no processo (Eu não consegui passar para o Maralto, rs).

Quer conhecer outros? Acesse o site que é conhecido como o “Google Play dos chatbots” e divirta-se!

Será mesmo o fim dos aplicativos?

Um dos objetivos do design é resolver problemas. O que mais as pessoas querem é que seus problemas se resolvam rapidamente, sem depender de downloads demorados, instalações complicadas e interfaces confusas. Por que não oferecer a solução usando um aplicativo que é de uso comum da maioria como o Whatsapp ou Messenger? Algumas empresas já estão abrindo o olho para essa alternativa e obtendo bons resultados. Investir em um aplicativo pode ser muito custoso e não atrair a atenção do cliente.

O importante é, na fase de planejamento do seu projeto, analise se realmente o seu negócio precisa de um aplicativo. Faça pesquisas com seu público e descubra o verdadeiro problema. Assim você será mais assertivo e não perderá tempo e nem dinheiro. Os números mostram que cada vez menos pessoas estão baixando aplicativos, o que é uma informação a ser levada em consideração logo de cara.

Inté a próxima!

C-ya!