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As redes sociais e o processo seletivo. Cuidado com o que você publica

Olá pessoas, tudo bem?

Começo esse texto com uma pergunta: Será que algumas pessoas ainda não perceberam que o conteúdo publicado nas redes sociais pode fazer com que se perca uma oportunidade?

Parece que não, principalmente os Millennials (os nascidos entre 1979 e 1995). Mais especificamente os Young Millennials, onde a infância e adolescência desse grupo aconteceu nos anos 2000.

Essa galera já nasceu conectada e tudo para eles tem que ser na hora e do jeito deles. Um pouco do comportamento desses jovens nas empresas é reflexo da (não) educação que recebem em casa (mas isso é outra história).

O que percebo nessa geração no meio profissional, é que eles não possuem noção de hierarquia e, quando recebem criticas, fazem pirraça, cara feia e muito mais. Perdi a conta das vezes que já tive meu trabalho criticado duramente. Claro que chateia, mas ao invés de fazer cena, procurei melhorar para que o tom da crítica fosse outro no futuro. Em qualquer lugar do planeta, as empresas terão regras que devem ser cumpridas e superiores a quem você deve satisfações, por mais flexível que a empresa seja. Se não gostar, pede pra sair. Simples assim!

Quando estava começando a minha carreira profissional, sempre gostei de “colar” com aquelas pessoas que sabiam muito mais do que eu. Tive sorte de trabalhar com muita gente boa que ajudava sem querer nada em troca. Nunca me senti inferior ou menos importante. Era consciente de que tinha (e ainda tenho) muito o que aprender. Hoje em dia, parece que boa parte dessa galera não gosta de ser dirigida. Se sentem, até de certa forma, ofendidos. O aprendizado é infinito. Aquele que acha que sabe tudo, deve procurar um tratamento. Você sempre deve se espelhar em alguém mais experiente para que, no futuro, possa caminhar com as própria pernas.

A “farra” no horário de trabalho

Você tem todo direito de compartilhar o que quiser nas redes sociais, mas deve ter consciência das consequências que isso pode gerar. Imagine que você é dono de uma empresa e resolveu navegar nas redes sociais de seus colaboradores e se deparou com as seguintes situações:

  • Colaborador postando, no horário de trabalho, que está cheio de coisas para fazer mas que, ao invés disso, está vendo vídeos no youtube.
  • Colaborador pedindo no Twitter que alguém envie nudes para o WhatsApp, porque está entediado no trabalho.
  • Em pleno expediente, rola um “chat” em uma publicação no Twitter onde a grande parte dos colaboradores participa. Nem preciso dizer que o assunto não é relacionado ao trabalho.
  • Colaborador falta porque diz estar doente, mas publica vários stories dizendo que “está muito mal” e contando todo o “sofrimento”. Sério? Eu quando estou doente não penso nem em chegar perto do celular, quanto mais descrever o que estou sentindo.
  • Xinga tudo e todos. Em cada 10 palavras, 8 são palavrões. Isso quando não vive reclamando.

Desagradável, né?

O que o colaborador faz fora da empresa é responsabilidade dele, mas se eu fosse responsável por uma empresa, não gostaria de saber que os colaboradores ficam perdendo tempo em redes sociais no horário de trabalho ao invés de fazer algo produtivo. E nem se preocupam em esconder. Pior são os chefes que sabem e não tomam providências.

Aí você diz: “Ah, mas não são só os Millennials que fazem isso!” Verdade! Não há idade para ser sem noção. Não estou generalizando, mas posso afirmar que boa parte dessa galera “cool” não está nem aí para as consequências.

E na hora de contratar?

Responda sinceramente: Você contrataria alguém que só publica palavrões, ofensas, reclamações e fotos comprometedoras? Tenho certeza que não. Algumas atitudes simples podem fazer com que você passe uma boa impressão e consiga uma boa oportunidade ou evite um puxão de orelha do seu chefe.

Não coloque os perfis das suas redes sociais no currículo se você não tem nada de interessante para mostrar

O selecionador gosta de ver se você se interessa de verdade pelo tipo de trabalho descrito na vaga, se você fala sobre o tema ou compartilha matérias a respeito, por exemplo.

Nada de fotos sensuais no perfil

Deixe isso para o Tinder e afins 😉

Crie perfis profissionais

Uma boa dica é criar contas profissionais. Uma fanpage no Facebook é uma boa maneira de postar e compartilhar temas relacionados as suas preferências profissionais. Use seu perfil pessoal como bem entender e use a fanpage para temas mais sóbrios.

Outra dica boa é criar uma conta no Linkedin. Ele é 100% voltado para contatos profissionais e a grande maioria dos recrutadores começa a seleção acessando a página do candidato. Depois que passei a ficar mais ativa por lá, aumentei muito minha rede de contatos. Crie uma conta, coloque informações relevantes e adicione o perfil no seu currículo.

Para terminar, segue trecho do artigo do Mauro Segura:

No caso das mídias sociais, você é o que você publica. O seu caráter, a sua personalidade e a sua reputação no mundo social online são consequências diretas do seu comportamento nesse meio. Acredito que a maioria das pessoas não tem plena consciência disso. No mundo online, somos personagens de nós mesmos, ou podemos criar personagens completamente distintos do que somos na vida real.

Ainda citando o artigo, nele diz que os ambientes digitais são praças públicas e, por isso, devemos respeitar o espaço, opiniões alheias e devemos ter cuidado com o que publicamos. Por uma internet mais leve para todos nós.

Vocês, Millennials, são sortudos por não saberem o que foi navegar com internet discada, rs. Utilizem as facilidades tecnológicas atuais em prol de uma carreira sólida e cheia de oportunidades.

Até a próxima!

Cya!

Hellen Teixeira

Escorpiana, flamenguista, amo música e desconfio de quem faz coraçõezinhos com as mãos. Sou designer web com formação em Análise de Sistemas e consultora web.

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Hellen Teixeira
Tags: redes sociais

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