Não há profissional que mais ouve pitacos do que o designer. Não importa qual área. Seja ele gráfico ou de interface, alguns acham que entendem o que fazemos e adooooram dar toques mirabolantes nas criações.
Na criação de interfaces, grande parte dos clientes fazem pedidos de acordo com os gostos pessoais. Isso acontece muito em algumas agências também. Muitas delas ainda não adotaram os testes como uma fase importante do projeto. Resultado: sites com interfaces difíceis e totalmente desalinhados com o público alvo.
É simples. Criamos sites para o público do cliente e não para o cliente. O cliente não gosta do botão laranja porque acha muito chamativo, mas é comprovado que a cor laranja é uma das cores que mais afetam a conversão, qual a melhor forma de provar isso a ele? Testando! Ele quer o botão azul? Que tal um teste A/B com uma versão do site com botão da cor azul e outra com botão laranja? Mostre o resultado do teste. Contra fatos não há argumentos, certo?
Obter esses dados leva tempo. Pode ser que o cliente perca conversōes nesse período, mas é importante explicar a ele a importância de ter esses dados para que as melhorias sejam aplicadas assertivamente.
Uma metodologia que acho muito interessante é a Growth Driven Design (GDD). Nela, você coloca o site no ar apenas com as informações essenciais e as melhorias vão sendo feitas no decorrer do tempo. Com resultados de teste A/B e usando ferramentas de mapa de calor (que gravam o comportamento de navegação dos visitantes), o site terá mudanças constantes, baseadas na forma como os visitantes navegam no site.
O GDD possui três pilares:
Quer saber mais dobre GDD? Acesse o site oficial da metodologia.
Essas ferramentas são muito importantes, pois sabemos exatamente quais as áreas do site que mais chamam a atenção do visitante. Você poderá saber se os visitantes lêem os textos do blog até o final, tendo a noção se a maioria dos visitantes têm paciência para ler textos longos, por exemplo, ou qual o tópico é mais acessado, pois assim você pode explorá-lo mais, assim como outros dados.
No caso das lojas virtuais, nem é preciso mencionar a importância desses testes. Sāo fundamentais, principalmente, para monitorar a experiência de compra. Você terá a perfeita noção do que ocorre para solucionar o principal problema desse tipo de site: o abandono de carrinho.
Clique na imagem para assistir a ferramenta em ação. Esse aí não sabia muito o que fazer na página 😉
Estou testando a ferramenta Hotjar e até agora está me agradando bastante. Ela é bem completa e nada deixa a desejar a Crazy Egg, que é a mais conhecida do mercado e também é excelente.
Temos tantas ferramentas boas para nos auxiliar no dia a dia mas muitos ainda insistem em investir em “achismo”. Quando os testes tiverem a importância que merecem em um projeto, tenho certeza que as falhas serão mínimas. Explique para o seu cliente e faça com que ele participe desse processo de monitoramento. Trabalhar com dados concretos faz com que tudo caminhe para um projeto bem sucedido. Pense nisso 🙂
Bora testar!
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