Debranding: por que os logotipos de grandes empresas estão mudando

Olá pessoas, tudo bem com vocês? Espero sinceramente que sim!

Nos últimos anos, algumas das maiores empresas do mundo mudaram os seus logotipos. Burger King, Rolling Stone, Renault, Kia, Pfizer, Nissan, Intel e Toyota são alguns exemplos. Até mesmo a tradicional a Pringles retirou alguns detalhes da sua famosa identidade.

 

Redesenho pfizer burger king e renault

 

 

O que motivou a mudança?

Há muitas especulações quanto ao real motivo. A mais sensata delas é a aplicação das marcas em dispositivos móveis. As marcas precisam ser responsivas e por isso a riqueza de detalhes como sombras, formas e cores podem comprometer a visibilidade. Sabemos bem que essas tendências são temporárias, mas o que acontece é que a marca tem que ser vista e identificada ao olhar para um ícone.

 

exemplo de marcas responsivas

 

Outro fator: maturidade da marca

Muitas marcas famosas foram criadas já algum tempo e algumas delas passavam um espírito de inocência, de certa forma, lúdica. Airbnb e GoDaddy são bons exemplos. À medida que essas empresas foram crescendo e ficando fortes no mercado, os seus logotipos precisaram “amadurecer”. De fato, as alterações passam seriedade e credibilidade à marca.

 

 

O case Warner Bros

O tradicional logotipo da Warner sofreu alterações que fizeram com que a marca seja aplicada de variadas formas. Esse case assinado pela famosa agência Pentagram impressiona pela maneira como uma marca tão icônica se adaptou aos diferentes dispositivos e possibilidades.

A Warner Bros. queria tornar o escudo mais funcional e eficaz. A mudança anterior, lançada em 1993, era altamente detalhada e difícil de usar em pequena escala e em contextos digitais, que são cada vez mais importantes atualmente.

O redesenho refina o escudo com o uso da Proporção Áurea. Os projetistas observaram a construção das formas das letras do monograma “WB”, preservando sua peculiaridade, mas tornando-as mais modernas. As letras do monograma alinham como se fossem feitas em um gesto contínuo, enfatizando a unidade e a conexão.

 

 

O logotipo foi otimizado para atuar em várias plataformas e escalas, desde os pequenos espaços do digital (redes sociais, website) até instalações gigantescas como a icônica caixa d’água (Water Tower) no estacionamento do estúdio da Warner Bros. Ele também funciona bem com uma ampla gama de conteúdos. O logotipo aparece no azul clássico da Warner Bros., que foi iluminada com uma tonalidade mais contemporânea, com a marca desencadeada em um tom um pouco mais escuro para criar um contraste complementar.

 

 

 

 

 

Foi criada também uma versão dimensional do logotipo, a ser usada exclusivamente para casos especiais. A marca dimensional tem o aspecto limpo e simplificado do novo logotipo, mas com uma profundidade que sugere a experiência do conteúdo. O logotipo pode ser personalizado para os momentos de abertura e fechamento de filmes e programas individuais. Também pode funcionar como uma janela para imagens e sequências, usando a borda do escudo como moldura.

 

 

 

 

Pelo visto essa tendência ainda está em alta e diariamente vemos marcas sendo redesenhadas. Pode ser que daqui a alguns anos os efeitos metálicos, as sombras e formas mais “pesadas” voltem a ser tendência, mas do jeito que cada vez mais estamos apegados aos smartphones e outros tipos de telas, a tendência é de que esse “movimento” continue por algum tempo. Eu, particularmente, gosto muito desse “rejuvenescimento” da marca, desde que a mesma não perca a identidade, como foi o caso da Warner Bros. Você a vê e ainda a reconhece, sendo que ganhou traços mais “simples”.

Como diz a máxima: menos é mais!

 

Beijo grande e até o próximo artigo 🙂

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