Vibe Coding: 5 lições que aprendi ao criar o Skorpio Lab

Vibe Coding: 5 lições que aprendi no Skorpio Lab

Olá, pessoas. Tudo bem?

Muitos profissionais me perguntam se o design + vibe coding vai substituir o papel estratégico do designer. Quando decidi criar o Skorpio Lab, minha intenção era provar justamente o contrário. Este laboratório nasceu da necessidade de ignorar processos lineares para construir o que eu não conseguiria tirar do papel sozinha.

O design tradicional é pautado pela previsibilidade, mas o mercado atual exige velocidade e autonomia. Aqui estão as lições que aprendi ao quebrar as regras:

 

1. O Vibe Coding como saída para o deserto técnico

Quem cria produtos digitais conhece o gargalo clássico: uma ideia incrível que morre no Figma porque encontrar um desenvolvedor que abrace o projeto é difícil ou caro. Foi essa frustração que me empurrou para o vibe coding. Comecei a usar a IA para entender e manipular código de um jeito intuitivo. No Skorpio Lab, eu não preciso de um orçamento de cinco dígitos; eu utilizo o Design e Vibe Coding para transformar rascunhos em protótipos funcionais.

 

2. A profundidade técnica nos temas “bobos”

Alguns experimentos do laboratório podem parecer triviais ou inúteis. Mas temas bobos libertam a criatividade e o aprendizado técnico. Ao construir algo “inútil”, eu relembro um pouco sobre lógica de programação (tenho formação em TI) e sobre como os modelos de linguagem interpretam a hierarquia visual. O projeto Boa-fé é o maior exemplo disso: um estudo que virou um produto digital. (Eu acho que levar um calote não é um assunto “inútil”)

 

3. Curadoria é o novo superpoder

Nesta nova era, meu valor não é apenas “fazer o layout”, mas ter o critério para guiar a máquina. O vibe coding me deu uma autonomia que antes era impossível para um designer solo. O laboratório é onde erro rápido para acertar com precisão em projetos reais de clientes.

 

4. Superando a barreira da implementação

A maior vantagem de unir design e vibe coding é a redução do “lost in translation” entre design e código. Eu agora consigo testar a viabilidade de uma interface enquanto a desenho, garantindo que o produto final seja fiel à experiência de usuário planejada originalmente.

 

5. Inovação através da experimentação constante

Não existe inovação sem risco. O Skorpio Lab é o meu cantinho de aprendizado contínuo. Ao dominar o design com vibe coding, deixo de ser apenas uma espectadora da revolução tecnológica para me tornar uma agente ativa que constrói soluções reais.

 

O papel vital da engenharia de software

É importante pontuar que um desenvolvedor especializado é imprescindível em projetos de larga escala. Enquanto a IA me dá autonomia para prototipar, validar ideias e construir ferramentas independentes, a complexidade de sistemas robustos, que exigem segurança de dados, escalabilidade, arquitetura limpa e manutenção constante, continua sendo território indispensável da engenharia de software.

 
Até o próximo artigo 😉
 

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